Política
27/07/2026 às 22h58 - atualizada em 27/07/2026 às 23h02
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Redacao
Maringá / PR
Em 2002 Roberto Requião (PMDB), ficou em segundo lugar no primeiro turno daquela eleição, mas conseguiu uma virada histórica contra Álvaro Dias (PDT). Muito disso, devido ao apoio que recebeu do PPS de Rubens Bueno que na época também declarou apoio a Requião, transferindo votos dos 7% obtidos por ele no primeiro turno.
Padre Roque do PT obteve 16% dos votos, chegando em quarto lugar. Até hoje é o melhor posicionamento do PT nas corridas ao Palácio do Iguaçu.
O PSDB apresentou o vice-prefeito de Curitiba, o jovem promissor Beto Richa, chegando a pontuar 17%, ficando em terceiro lugar. Viria a ser governador em 2010, depois de ser prefeito por duas vezes de Curitiba.
A grande diferença em relação a essa eleição e a de 24 anos atrás, está na disparidade entre os dois primeiros colocados. Em 2002, a diferença era de 5%, na ocasião, Álvaro Dias pontuava 31% ante os 26% de Roberto Requião.
Hoje a diferença entre Sérgio Moro (PL) e Requião Filho (PDT) está na casa dos 21%. Não existia a tal polarização, e muito menos o voto ideológico, o que, teoricamente, facilitava a junção em um segundo turno, somado a isso, o efeito “Agora é Lula” - que declarou apoio a Roberto Requião - “Agora é Requião”.
Apoiado por Lula, Requião somou forças para, na fase final, e ultrapassou o seu adversário. Quando as urnas foram abertas, Álvaro Dias totalizou 44,80%. Requião, por sua vez, finalizou com 55,2%, elegendo-se para mais um mandato como governador.
O que Requião Filho precisa fazer para repetir o feito?
Com 18% das intenções de votos, segundo dados da última pesquisa eleitoral, o primogênito de Roberto Requião precisa tentar se garantir em um possível segundo turno, segurar Rafael Greca (MDB) 12% que aparece em segundo. Sandro Alex (PSD) 7% candidato apoiado pelo atual governador aparece em quarto. Na dianteira, Sérgio Moro lidera com 39% dos votos. Luiz França (Missão): 1% Tony Garcia (DC): 1%, Indecisos: 15%, Branco/Nulo/Não vai votar: 7%.
A grande questão que fica no ar é a seguinte:
Conseguiria Requião Filho agrupar seus adversários para vencer Sérgio Moro, caso tenha segundo turno?
Rafael Greca vai mesmo disputar o governo?
Sandro Alex irá reagir com o apoio maçante do governador e conseguirá chegar no segundo turno?
Comenta-se que Moro poderá abrir a vice para Rafael Greca que foi escanteado pelo grupo do governador, aí a eleição encerraria de vez no dia 04 de outubro.
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