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09/04/2026 às 21h24
17
Redacao
Maringá / PR
Uma operação de grande porte deflagrada nesta terça-feira (7) revelou a dimensão de um esquema criminoso que atuava em diversos estados do país. A chamada Operação Big Fish resultou na prisão de dezenas de envolvidos, Entre os presos estão o presidente da Câmara de Cianorte, Victor Hugo Davanzo, e o vereador de Goioerê, Marcelo Gaúcho. Para os investigadores, as detenções indicam a presença e influência do grupo dentro de estruturas do poder público.
Segundo as autoridades, o grupo movimentou mais de R$ 2 bilhões por meio de centenas de milhares de transações financeiras, utilizando inclusive contas de terceiros e fintechs para dificultar o rastreamento dos valores. Além das prisões, houve bloqueio de mais de R$ 1,5 bilhão em contas bancárias e o sequestro de bens, como 132 veículos de alto valor e 111 imóveis, que juntos ultrapassam R$ 40 milhões.
Operação em cinco estados e mira grupo ligado a Carlinhos Cachoeira
A ação foi conduzida pela Polícia Civil do Paraná, por meio das subdivisões de Apucarana e Cianorte, em conjunto com o Ministério Público do Paraná. O objetivo foi desarticular uma organização criminosa estruturada para exploração de jogos ilegais e lavagem de dinheiro.
As investigações, que duraram cerca de três anos, apontaram a existência de um grupo altamente organizado, tando tem como principais membros pessoas ligas ao contraventor Carlinhos Cachoeira. com estrutura semelhante a uma empresa, dividido em núcleos de gestão, financeiro, tecnológico e operacional. O esquema envolvia milhares de pontos de jogos ilegais e a criação de empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos.
A operação ocorreu simultaneamente em 25 cidades de cinco estados e mobilizou mais de 330 policiais, com apoio aéreo. Ao todo, foram expedidos 371 mandados judiciais, incluindo 85 prisões preventivas e mais de 100 mandados de busca e apreensão. Entre os detidos estão dois vereadores — um deles de Goioerê — o que, segundo as investigações, evidencia a infiltração do grupo em estruturas públicas. A operação também resultou na retirada do ar de 21 sites de apostas ilegais.
Esquema funcionava como empresa criminosa, com lavagem de dinheiro, uso de laranjas
As investigações apontaram que a organização criminosa operava como um verdadeiro conglomerado empresarial, estruturado de forma hierarquizada em núcleos de gestão, financeiro, tecnológico e operacional, com o objetivo de sustentar a exploração de diversas modalidades de jogos de azar. O grupo utilizava empresas de fachada e também negócios formalmente constituídos para lavar dinheiro e dar aparência legal aos valores obtidos de forma ilícita. Além disso, recorria a “laranjas” para movimentar milhões de reais por meio de contas bancárias de passagem, em uma complexa rede de transações sequenciais destinada a ocultar a origem dos recursos.
As apurações também revelaram que a estrutura criminosa foi fortalecida pela união de dois grandes grupos do país, formalizada por meio das empresas APOIO e LEMA, que passaram a concentrar a gestão financeira do esquema, envolvendo lideranças do Paraná e de Goiás, estas últimas ligadas ao contraventor conhecido como Carlinhos Cachoeira.
Mandados, prisões e bilhões bloqueados escancaram dimensão do esquema criminoso
Ao todo, foram expedidos 371 mandados judiciais, incluindo 85 prisões preventivas, 102 mandados de busca e apreensão e 184 ordens de bloqueio de contas bancárias, visando o sequestro de mais de R$ 1,5 bilhão. Entre os presos estão dois vereadores, o que evidencia a infiltração da organização criminosa no poder público. A operação também resultou no sequestro de 132 veículos, avaliados em mais de R$ 11 milhões — entre eles modelos de alto padrão — e de 111 imóveis, que somam mais de R$ 32,9 milhões, além de mais de 100 cabeças de gado. No total, os bens apreendidos ultrapassam R$ 43,9 milhões. Ainda como parte da ação, 21 sites de apostas ilegais foram retirados do ar.
As investigações revelaram que a organização criminosa movimentou mais de R$ 2,1 bilhões por meio da exploração de jogos de azar, utilizando 522 mil operações financeiras para circular os recursos ilícitos. O grupo também fazia uso de fintechs e de contas chamadas “bolsões”, mecanismo que dificultava a identificação da origem e do destino dos valores. Para chegar a esses resultados, foram analisados mais de 2,6 terabytes de dados, além de mais de 520 mil transações financeiras, com base em 57 quebras de sigilo bancário e 62 de sigilo fiscal, evidenciando a complexidade do esquema investigado.
A Operação Big Fish é considerada uma das maiores já realizadas no combate ao crime organizado ligado a jogos de azar no país e segue com desdobramentos nas investigações. (Tribuna da Região)
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